"Não podes brincar com o animal interior
sem te tornares o próprio animal, brincar
com a mentira sem perderes o direito à
verdade, brincar com a crueldade sem
perderes a suavidade do coração. Quem
quer ter um jardim bonito não reserva
lugar para ervas daninhas."
Dag Hammarskjöld em "Marcas"
Artigos:
Revista Pentagrama do Lectorium Rosicrucianum: 2002 número 6
Revista Pentagrama do Lectorium Rosicrucianum: 2005 número 1
Veja também:
Sala de Meditação da ONU criada por Dag Hammarskjöld
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DAG HAMMARSKJÖLD
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Dag Hammarskjöld
(1905 - 1961)
D
ag Hjalmar Agne Carl Hammarskjöld (Jönköping, 29 de julho de 1905 — Ndola, 18 de setembro de 1961) foi um diplomata sueco, ex-secretário-geral das Nações Unidas (ONU).
Morreu perto de Ndola, Rodésia do Norte (hoje Zâmbia), no desempenho do seu trabalho ao serviço da ONU.
Vida e Carreira
Dag Hammarskjöld (pronuncia-se Dóg Ramarrôeld) nasceu em Jönköping, na Suécia, embora vivesse a maioria da infância em Uppsala. Era o quarto e filho o mais novo de Hjalmar Hammarskjöld, Primeiro-Ministro da Suécia (1914 - 1917). Seus antepassados tinham servido a Coroa Real Sueca desde o século XVII. Estudou na Universidade de Upsália onde obteve uma graduação e pós-graduação em Economia Política e em Direito. Posteriormente obteve o doutoramento (1933) na Universidade de Estocolmo.
Ocupou cargos políticos no governo da Suécia, onde foi ministro, e no Banco da Suécia de que foi presidente. De 1953 a 1961 foi secretário-geral das Nações Unidas e a sua conduta regeu-se pelos princípios da imparcialidade e da independência.
"Seu primeiro grande desafio veio do Oriente Médio, em outubro de 1956, quando o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, nacionalizou o canal de Suez, que era propriedade de empresas britânicas e francesas. O Reino Unido e a França elaboraram um plano secreto para que Israel invadisse o Egito e uma força anglo-francesa interviesse para "restaurar a ordem". A operação teve forte oposição de Hammarskjöld, que, com o apoio dos EUA e da URSS, ameaçou intervir militarmente. As forças anglo-francesas e israelenses foram obrigadas a se retirar e uma força de paz da ONU – a primeira delas, que teve participação de tropas brasileiras – foi criada para garantir o cessar-fogo. A mais extraordinária façanha da ONU também marcaria o início do fim do colonialismo europeu.
Em 1960, a Bélgica subitamente resolveu dar independência ao Congo. O poder ficou dividido entre um presidente moderado, Kasavubu, e um primeiro-ministro radical, Patrice Lumumba. Surgiram motins contra oficiais belgas e ataques a europeus no Congo. Instigada pelos belgas, a província de Katanga, rica em petróleo, declarou-se independente, sob a liderança de Moïse Tshombe e um exército de mercenários brancos. A ONU enviou uma força de paz de quase 20 mil homens para restaurar a ordem. A recusa de Hammarskjöld em colocar as tropas a serviço de Lumumba provocou a ira do então dirigente soviético, Nikita Khrushchov, que protestou batendo com o sapato em sua mesa na Assembléia Geral das Nações Unidas. A situação tornar-se-ia pior com o assassinato de Lumumba pelas tropas de Tshombe. Em Fevereiro de 1961, a ONU autorizou as Forças de Paz a usar a força militar para evitar a guerra civil. O ataque dos capacetes azuis a Katanga provocou a fuga de Tshombe para a então Rodésia do Norte (hoje Zâmbia). Em 17 de setembro, Hammarskjöld embarcou para lá para discutir um cessar-fogo com Tshombe. O DC-6B que o transportava caiu pouco depois de avistar o aeroporto. Apesar do conspiracionismo da época, comprovou-se que a queda foi um acidente"(*).
Legado
Dentro e fora da ONU Dag Hammarskjöld é reconhecido como modelo a gerações futuras. Deixou muitos escritos que são merecedores de leitura e reflexão.
Prêmio Nobel da Paz
Dag Hammarskjöld era candidato ao Prêmio Nobel da Paz em 1961 e foi premiado a título póstumo. Após a atribuição deste prémio houve alteração das regras de atribuição no sentido de posteriormente não permitir atribuições do Nobel a título póstumo.
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