Maison Gadal ~ Rencontre des 21 et 22 août 2010 - Ata da reunião pela inauguração da Casa Gadal em Outubro de 2010 em Ussat-les-Bains
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ANTONIN GADAL
Gadal em Ussat les Bains
ANTONIN GADAL
Gadal e Amigos
Gadal e J.V.R.
Gadal e J.V.R.
Gadal, Michel Cire e a Cruz
ANTONIN GADAL
Cruz Cátara em Ussat
Casa de Gadal em Ussat (2005)
Jardim das Rosas
USSAT
A. Gadal e J. v. Rijckenborgh na inauguração do monumento GALAAD em Ussat - Sul da França
Casa Gadal em Ussat - Sul da França
Busto de Gadal no museu em Ussat
Sr. Gadal em seu Museu em Ussat - Sul da França
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ANTONIN GADAL
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Antonin Gadal (1877 - 1962)
No vale do rio Ariège eleva-se a cadeia de montanhas dos Pirineus franceses no azul sereno do céu. Nessas montanhas encontram-se as antigas grutas de iniciação dos cátaros, testemunhas silenciosas da fé profunda desse grupo de homens tão pacífico e fascinante da Occitânia dos séculos XII e XIII.
Muito foi escrito ao longo dos tempos sobre esse movimento cátaro. Sua origem, seu objetivo, seu conflito com a Igreja de Roma, e finalmente seu doloroso fim. O colapso do grupo de Montségur em 1244 é um fato muito conhecido apesar de ter sido ocultado pela história oficial. Segundo pesquisas recentes o catarismo durou até 1329, quando a Igreja de Roma teve êxito na sua erradicação.
Ou não? Não, o Conhecimento Universal de Deus não pode morrer. Século após século em paralelo à linha histórica aprovada oficialmente, no próprio vale do Ariège foi passado oralmente o ensinamento interior da religião cátara do Paracleto. E foi desse modo que Antonin Gadal, nascido em 1877 em Tarascon numa casa próxima ao do historiador Adolphe Garrigou (1802-1897) foi iniciado por este conhecedor de todas as sutilezas de sua terra natal. Mais ainda, Garrigou era o “guardião” e tomou o pequeno Antonin sob sua proteção, e lhe contou, por sua vez, toda a história exterior dos cátaros e sobre a vivente corrente interior divina que nunca pode ser interrompida. O jovem Gadal estava extremamente interessado: tudo que dizia respeito aos cátaros o tocava profundamente.
Ele levou a vida normal de um jovem e já havia se tornado professor quando Garrigou faleceu em 1897. Porém uma ferida séria que recebeu ao prestar serviço militar na Primeira Guerra Mundial, incapacitou-o de dar aulas. Ele se tornou chefe da secretaria de turismo em Ussat-Ornolac e levava os interessados visitar as famosas grutas dos Pirineus. Além disso ele era o responsável pela Gruta de Lombrives, protegida por causa da considerável beleza natural dessa atração turística. Ele conhecia também todas as outras grutas menores de difícil acesso que existem na região. Ele estava convencido de que uma série dentre elas formava os espaços de iniciação dentro do sistema espiritual cátaro. Ele fez com que esse último grupo de grutas fosse escavado para torná-lo acessível ao público. Através de seu esforço contínuo, ele conseguiu com seus ajudantes trazer à tona desenhos de uma pomba (o símbolo cátaro do Espírito Santo), de um Graal e de um deus egípcio.
E assim, ele guiava turistas e interessados e contava sobre os diferentes estágios pelos quais o pesquisador espiritual devia passar até se tornar um sacerdote cátaro, um Perfeito. Ele falava de modo fervoroso e inspirado sobre a ligação entre os antigos mistérios herméticos egípcios e os cátaros. Ele sabia a função e o nome de cada gruta, espaços dos quais a história apagou a própria existência. Na chamada gruta de Belém, o mais sagrado espaço cátaro, segundo Gadal, pois constituía a última fase do caminho, o candidato era “renascido”, após ter se despedido interiormente do mundo aparente, pela “endura”. Para sua última iniciação o candidato ficava em pé num “pentáculo”, uma estrela de cinco pontas escavada na parede. Ao lado ficava o belíssimo altar formado por uma grande pedra.
Ele não se contentava apenas em guiar as pessoas para uma visita ao interior das grutas mas descrevia as sendas iniciáticas, como o fez numa linguagem firme no seu brilhante livro No caminho do Santo Graal, publicado pela Editora Rosacruz.
Todos esses esforços, buscas e visitas às grutas não levaram Gadal de forma alguma a encontrar um tesouro ou legado exterior dos cátaros que muitos tentam resgatar. Para ele ali estava o tesouro espiritual interior desse grupo, revelado através de sinais nas grutas, únicas evidências que serviram para seu relato. E era essa herança espiritual que ele deveria confiar, por sua vez, a alguém que estivesse sob sua proteção, cumprindo a antiga lei interior.
Além de assistência e ajuda para seu trabalho, Gadal encontrou, como todos os guardiães da verdade espiritual, ceticismo e oposição. Ele não foi levado a sério por ninguém nas suas experiências e nos argumentos que revelava. Entre outras pessoas, seu contemporâneo e nativo da mesma região, o historiador antroposófico Déodat Roché, fez um relato histórico totalmente diferente sobre a região, as grutas e os cátaros e considerava Montségur como o mais importante local cátaro: esse castelo era segundo ele o castelo do Graal ao qual se referiam os antigos relatos e lendas. Para ele as grutas de Ussat não eram tão importantes.
Já os grãos mestres do Lectorium Rosicrucianum da Holanda (J. van Rijckenborgh e Catharose de Petri) reconheceram sua função e sua obra. Numa cerimônia realizada dia 5 de maio de 1957 o movimento espiritual moderno dos rosacruzes ligou-se ao dos cátaros. A partir daí Gadal estreitou sua ligação com a Escola Internacional da Rosacruz Áurea. Iniciou-se então um novo período de reconhecimento internacional de sua obra. Assim entre outros fatos, foi aberto o Centro Galaad em Ussat-les-bains em 1958 e ele viajou pela Europa para transmitir pessoalmente os ensinamentos cátaros. Ele escreveu também outras pequenas obras.
Quando Gadal faleceu em 1962 sua obra foi indissoluvelmente absorvida pelo movimento dos rosacruzes. O legado dos cátaros já não pode se perder.
Obras do autor em PDF
No Caminho do Santo Graal - (Capítulo I) - Antonin Gadal - (PDF)
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