Mikhail Naimy an Introduction by Nadeem N. Naimy (64 Mb)  


A Tribute to Mikhail Naimy by Suha Naimy  


Mikhail Naimy: Some aspects of his thought as revealed in his writings by Hussein Dabbagh 


The Mystical Element in Mikhail Naimy's Literary Works and Its Affinity to Islamic Mysticism 

MIKHAIL NAIMY  


Mikhail Naimy
(1889 - 1988)

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E m Baskinta, uma aldeia da região central do Líbano, no sopé da montanha Sannin, nasceu, em 17 de outubro de 1889, Mikhaïl Naimy, terceiro filho de uma família de fé greco-ortodoxa, na qual havia, além dele, cinco irmãos e uma irmã.

Naimy era um homem puro e modesto. No decorrer de sua vida ele deixou sua aldeia e viveu na Rússia e nos Estados Unidos, voltando mais tarde para a sua terra natal. Sua vivência na Rússia fez que sua gentileza oriental inata e sua percepção aguda fossem acrescidas da racionalidade e da força de ação ocidentais. Teórico e crítico literário ocidental, ao mesmo tempo escreveu obras que se sobressaíram no mundo árabe, como a maravilhosa obra O livro de Mirdad, publicado pela Editora Rosacruz. Ele confessava, quando pessoas lhe pediam para que escrevesse mais um livro tão bonito: “Eu bem que gostaria que Deus me deixasse escrever outro livro como esse”.

Em sua juventude, na sua região natal no Líbano, ele estudou na instituição de ensino fundamental da Sociedade Real Russo-Palestina. Em 1902, foi para o que era então a Palestina estudar no Instituto Russo de Ensino em Nazareth. Em 1906 foi estudar no Colégio de Teologia em Poltava, Ucrânia, e graduou-se em 1911. Sua permanência na Rússia, um país pelo qual ele alimentou um amor especial, trouxe-lhe um contato com grande parte da literatura russa, que lhe causou grande impressão e modificou de forma permanente o desenvolvimento de seu pensamento e obra.

Em 1911, Naimy foi para Seattle nos Estados Unidos para a Washington University estudar literatura e direito. Em 1916 ele foi para Nova Iorque para completar seus estudos. Ele encontrou ali Khalil Gibran e junto com outros imigrantes libaneses e sírios formou a famosa “Pen Society” que tinha por objetivo livrar a literatura árabe de sua antiga tradição clássica e dar-lhe uma imagem nova e revitalizada.

Naimy escreveu muito naquele tempo obras ainda consideradas, no mundo árabe, livros dentro dos padrões tradicionais. Naquela fase de sua vida ele descobriu a limitação da cultura ocidental com sua racionalidade e sua prática de comprovação empírica. Apesar dessa cultura oferecer à humanidade possibilidades totalmente novas no aspecto material, o crescimento espiritual que a expansão dessa meta poderia e deveria dar alcançou, através da abordagem racional unilateral, justamente o inverso: um beco sem saída. E sem uma dimensão espiritual a humanidade trilha o caminho da autodestruição.

Depois dessas experiências, Naimy deixou os Estados Unidos, em 1932 e retornou a sua região natal, após 20 anos, somente interrompidos por um ano em que prestou serviço militar na França durante a Primeira Guerra Mundial. A morte de seu grande amigo Gibran, em 1931, também teve um papel importante nessa decisão. Depois de ter retornado para junto de seus irmãos no sopé do majestoso monte Sannin, apoiado na compreensão alcançada na América, ele passou o restante de sua vida dedicado a produzir sua mensagem espiritual: que todo o cosmo – e a própria vida – é essencialmente uno e indivisível e que essa unidade não pode ser experimentada apenas por meio da compreensão intelectual. Somente o mais profundo interior do homem pode “compreender” essa unidade na íntegra. Até alcançar esse seu interior, o homem deve vaguear num caminho no qual deve ultrapassar um determinado ponto chamado de “crucificação”, em que ele viva para morrer ou morra para viver.

Em incontáveis livros Naimy deu forma a essa antiga verdade essencial sobre a vida e a morte, porém de toda a sua obra O livro de Mirdad pode ser considerado como sua obra espiritual mais brilhante. Com todas essas publicações, ele teve seu nome reconhecido e alcançou grande fama no mundo árabe e também fora dele. Muitos estudos consagraram seu trabalho. Durante sua longa vida, ele permaneceu ativo e raramente deixava sua casa. Mikhail Naimy faleceu no dia 28 de fevereiro de 1988, aos 99 anos de idade.